1. Princípios Gerais da Avaliação Científica
A Editora Ibero-Americana adota a revisão por pares como o principal mecanismo para garantir a qualidade, integridade e o rigor científico das publicações sob sua gestão editorial. Esta política é orientada por:
- Qualificação científica dos manuscritos;
- Ética e integridade na comunicação acadêmica;
- Imparcialidade e independência editorial;
- Transparência do processo;
- Responsabilidade compartilhada entre autores, pareceristas e editores;
- Compromisso com a Ciência Aberta e o desenvolvimento acadêmico.
Esta política aplica-se à avaliação de artigos científicos submetidos a periódicos geridos ou publicados pela Editora.
2. Avaliação como Processo de Qualificação do Manuscrito
A Editora Ibero-Americana estabelece a QUALIFICAÇÃO do manuscrito através da revisão por pares como o pilar central do processo de avaliação. A revisão por pares é entendida como um processo científico, formativo e construtivo, visando:
- Melhorar os manuscritos;
- Fortalecer os fundamentos teóricos e metodológicos;
- Aumentar a clareza, coerência e contribuição acadêmica;
- Promover a maturidade científica.
A Editora defende que os artigos devem ser qualificados através dos relatórios dos pareceristas, sempre que existir viabilidade acadêmica, metodológica e ética.
3. Modelos de Revisão por Pares
Os periódicos podem adotar um ou mais modelos de revisão por pares, de acordo com sua política editorial.
3.1 Revisão por Pares Duplo-Cega (Double-Blind Peer Review)
- As identidades de autores e pareceristas são mutuamente ocultadas;
- Reduz vieses institucionais, regionais ou pessoais;
- Modelo principal adotado pela Editora.
3.2 Revisão por Pares Simples-Cega (Single-Blind Peer Review)
- Pareceristas conhecem a identidade dos autores;
- Pareceristas permanecem anônimos para os autores;
- Utilizado de acordo com a tradição disciplinar ou decisão editorial.
3.3 Revisão por Pares Aberta (Open Peer Review)
Pode incluir:
- Identificação dos pareceristas;
- Interação direta entre autores e pareceristas;
- Publicação dos relatórios de revisão, com ou sem identificação dos pareceristas. A adoção depende da política do periódico, consentimento do parecerista e alinhamento com os princípios da Ciência Aberta.
4. Avaliação Editorial Inicial (Desk Review)
Todas as submissões passam por uma triagem editorial inicial, avaliando:
- Adequação ao escopo do periódico;
- Originalidade e relevância;
- Conformidade com as diretrizes editoriais;
- Análise de similaridade e ética;
- Padrões mínimos de qualidade acadêmica. Os manuscritos podem seguir para a revisão por pares, ser devolvidos para revisão preliminar ou ser excepcionalmente rejeitados.
5. Critérios de Avaliação Científica
Os pareceristas avaliam os manuscritos considerando:
- Originalidade e contribuição acadêmica;
- Consistência teórica;
- Rigor metodológico;
- Coerência entre objetivos, métodos e resultados;
- Qualidade da análise e discussão;
- Clareza e estrutura;
- Adequação das referências;
- Conformidade ética.
6. Relatórios de Revisão, Qualificação e Decisão Editorial
Os relatórios de revisão por pares visam:
- Identificar potencial acadêmico;
- Indicar pontos fracos e melhorias;
- Orientar a qualificação do manuscrito.
As decisões editoriais podem incluir:
- Aceite sem revisão;
- Aceite com pequenas revisões;
- Grandes revisões com nova rodada de avaliação;
- Rejeição, como medida excepcional. As decisões finais cabem ao Editor ou Editor-Chefe, baseadas nos relatórios dos pareceristas e princípios editoriais.
7. Critérios para Rejeição de Manuscritos
A rejeição é excepcional e aplicada principalmente em casos de:
- Má conduta científica comprovada;
- Violações éticas graves;
- Publicação duplicada não declarada;
- Uso indevido de Inteligência Artificial que comprometa a autoria ou o rigor;
- Desalinhamento absoluto com o escopo do periódico;
- Recusa repetida e injustificada em implementar as revisões solicitadas. Caso contrário, a Editora prioriza a orientação e a revisão.
8. Revisões, Correções e Reavaliação
- Os autores devem responder aos comentários dos pareceristas ponto a ponto;
- Manuscritos revisados podem ser reavaliados;
- O não cumprimento pode resultar em rejeição;
- Correções pós-publicação seguem a política de correção e retratação da Editora.
9. Publicação de Relatórios de Revisão por Pares
Dependendo da política do periódico, os relatórios podem ser:
- Publicados junto ao artigo;
- Publicados anonimamente;
- Publicados com identificação do parecerista (com consentimento);
- Retidos internamente. Esta prática promove a transparência e a Ciência Aberta.
10. Ética, Conflitos de Interesse e Má Conduta
Os pareceristas devem:
- Declarar conflitos de interesse;
- Manter confidencialidade;
- Utilizar linguagem respeitosa e profissional;
- Agir com imparcialidade. Má conduta pode resultar em ação editorial.
11. Fluxo Editorial
- Submissão do manuscrito
- Triagem editorial inicial
- Análise de similaridade e ética
- Atribuição aos pareceristas
- Revisão por pares
- Relatórios de revisão
- Decisão editorial
- Revisões dos autores
- Reavaliação (se aplicável)
- Aceite final
- Edição e publicação
12. Transparência e Comunicação
- Autores são informados durante todo o processo;
- Prazos são estimados e comunicados;
- Decisões são documentadas e justificadas.
13. Revisão da Política
Esta política poderá ser revisada a cada 6 (seis) meses, seguindo diretrizes internacionais e as melhores práticas editoriais.
Declaração Final
Para a Editora Ibero-Americana, a revisão por pares é um processo científico e formativo focado na qualificação do manuscrito, utilizando a rejeição apenas quando eticamente necessário.
© Copyright – Editora Ibero-Americana Política Institucional de Avaliação de Artigos – versão vigente.